Neste artigo da série de entrevistas “Plant Curators”, ouvimos a história da Rita Santos, fundadora da Rima Design, que podes conhecer no Instagram como @rima.interiordesign


Rita, fala-nos um pouco do teu negócio. Como defines o teu estilo de decoração?

A Rima Design nasceu em 2018, em Portugal, fundada por duas mulheres empreendedoras,
neste caso eu e a minha mãe, Alice. Apesar da sua curta existência, o nosso atelier conta com
uma vasta experiência e know how graças à minha mãe, que fundou e geriu uma empresa de
decoração e mobiliário durante mais de 30 anos. Eu, por outro lado, trago à empresa uma
perspetiva estratégica e empreendedora graças à minha experiência em marketing em empresas startup, além de uma visão contemporânea do design derivada da minha paixão pela área, que posteriormente complementei com formação em Design de Interiores.
Quanto ao meu estilo de decoração, não consigo enquadrá-lo apenas num, é uma mistura de
várias influências. Procuro sempre um excelente layout e harmonia visual, isso é, para mim, a
base essencial de qualquer decoração. Os espaços que construímos são acima de tudo duas
coisas:
• Inspirados na natureza: gostamos de refletir as harmonias, cores e texturas naturais para
escolher os panos de fundo dos nossos projetos;
• Únicos: em todos os nossos projetos tem de haver um factor “wow” em algum ponto do
espaço e o projeto só está terminado quando encontramos ou definimos esse detalhe.

A natureza tem alguma influência na tua criatividade e nos teus projetos?

Tem toda a influência. Todos os nossos trabalhos são inspirados na natureza, seja nas formas,
nas cores, nos materiais, nas texturas… Gosto da harmonia que conseguimos alcançar ao trazer
estes conceitos orgânicos para os espaços interiores, que são, afinal, onde passamos a maior
parte do nosso tempo. Acredito que isso traz maior felicidade e bem-estar aos utilizadores dos
espaços.

São normalmente os clientes que te pedem plantas, ou és tu que lhes apresentas essa
opção?

Uma das primeiras coisas que pergunto nas reuniões de briefing é qual a relação do cliente com plantas. Caso não tenha essa paixão, tento explicar a importância delas nos espaços e é raro o projeto onde não haja pelo menos uma planta.

Tens alguma planta preferida?

Gosto de todas, mas tenho uma admiração especial por oliveiras (se bem que a oliveira é mais
uma árvore do que uma planta). Gosto das cores e associo muito a Portugal e ao mediterrâneo, que adoro.

Gostávamos de te pedir que escolhas uma planta da nossa loja online. Porque
escolheste essa planta?

Provavelmente seria a Nica. Faz-me lembrar a selva e gosto de plantas oversized. Adoro o tom do verde – tenho sempre em conta a cor das folhas quando escolho uma planta para um espaço.

E sobre os vasos e outros acessórios, como projetas estas combinações com as
plantas? Pelos materiais? Pelas cores?

Os fatores mais importantes são o tamanho, o material e a cor. Em relação ao tamanho do vaso, primeiro penso sempre no sítio onde vamos colocar a planta: se queremos dar mais altura, se temos espaço na lateral, qual a proporção entre vaso e planta, etc. Os materiais são, geralmente,  muito naturais e sou fã de cerâmica, sobretudo se for artesanal. Nas cores, também prefiro as mais naturais, com acabamento mate, pouco plásticas. Adoro os tons da terra, os pastéis e os brancos.

Tens alguma dica de decoração com plantas que queiras partilhar?

Posso partilhar algumas:
• Geralmente pensamos em plantas apenas para colocar no chão, mas uma estante, prateleira
ou cómoda ganham uma nova vida com uma planta pequena e um vaso bonito, especialmente se forem combinados com outros objetos de decoração.
• Quem tem um espaço com um pé direito alto, pode optar por uma planta suspensa que dá
outro ar a qualquer divisão e acaba por preencher bastante os espaços em altura, que às vezes
são difíceis de decorar.
• Ao comprar uma planta, é importante ter em conta como ela vai crescer e o espaço que irá
ocupar. Por exemplo, para um canto não devemos considerar uma planta que tenha as folhas
muito abertas, nem uma que seja muito direita. A primeira será disfuncional devido à falta de
espaço (as folhas vão acabar por estar sempre espalmadas contra a parede) e a segunda vai
evidenciar o canto, o que em termos de harmonia espacial e visual também não é bom. As
plantas funcionam muito bem nos cantos, mas é preciso saber definir qual o tamanho e as
formas que vão resultar melhor a longo prazo.
• Privar e delimitar espaços com plantas é um truque simples, económico e funcional. Elas
ajudam imenso no conforto acústico de um ambiente e são ótimas para privar pequenos cantos de leitura, por exemplo, ou até uma zona de jantar.
• Apesar do verde ser por si só uma cor forte, acaba por ser um elemento natural que nunca
colide com as outras cores de um determinado ambiente. Essa é uma das grandes vantagens
dos materiais naturais, são bonitos por si só e fáceis de conjugar, por isso o resultado é sempre
muito harmonioso.