Neste artigo da série de entrevistas “Criadores por trás das peças”, ouvimos a história da Marina dos Santos, fundadora da TANGLED, que podes conhecer no Instagram como @tangled.pt


 

Marina, fala-nos um pouco do teu negócio. Quando o começou e porquê?

A Tangled surgiu quando grávida e em confinamento decidi voltar a fazer macramê. Em pequena aprendi com a minha avó e ao lado do ‘Grande Livro dos Lavores’ que me fascinava a cada página. Lá comprei as cordas e decidi fazer alguns suportes para uns vasos que tinha no jardim. O meu cão gostou tanto ou mais que eu – pois adorava enrolar-se nas cordas – daí o nome Tangled.

Como é seres empreendedora, tendo o teu próprio negócio? Quais são os prós e os contras?

Ser empreendedora é muito bom! É viver as derrotas e as vitórias com outra intensidade, por tudo aquilo que se é no que se faz, pensar exaustivamente em cada ideia até que ela passe à realidade. É também uma auto-superação e aprendizagem constante, pois tenho de ser artesã, fotógrafa, designer, etc. etc. A melhor parte para mim é criar, ver acontecer, o que me traz uma grande realização. Por outro lado é muito cansativo e os resultados quase nunca são imediatos.

A natureza tem alguma influência na tua criatividade e nas tuas peças?

Se considerarmos que as minhas peças são uma forma de trazer a natureza para dentro de casa, mesmo e principalmente quando falta espaço, sem dúvida que sim! Como arquitecta paisagista, o valor dos espaços naturais em meio urbano, ou não, é inquestionável para mim. No entanto, acho que a pandemia nos veio pôr à prova como nunca antes. Depois de ter visto muitos colegas e amigos trancados nos seus pequenos apartamentos, muitos deles sem hipótese de ter um contacto com a natureza, alertou-me ainda mais para a importância do contacto com o mundo natural.

Tens alguma planta associada à tua infância? Quais são as tuas primeiras memórias com plantas?

Ahahah…a primeira memória que me veio à cabeca não é de todo a mais agradável. Sendo de Leiria, cresci no meio da floresta e tive o privilégio da minha escola estar rodeada de árvores. Ora um dia estava a brincar em cima do muro da escola (outros tempos) e caí em cima de um tojo. Escusado será dizer que passei o resto da tarde deitada em cima de uma mesa com a funcionária da escola a tirar-me picos do rabo. Eu sei, não é uma história muito agradável, mas nem por isso deixei de gostar de plantas, tanto que decidi estudar arquitectura paisagista.

Tens alguma planta preferida?

É difícil ter uma planta preferida, mas diria que talvez a minha Strelizia nicolai. Adoro o seu ar de outras latitudes. Cometi alguns erros com ela, mas tenho feito de tudo para que me perdoe desde então!

Gostávamos de te pedir que escolhas uma planta da nossa loja online. Porque escolheste essa planta?

bambi

Adoro a Bambi! Sou apaixonada pela Indonésia, pelas suas paisagens e plantas nativas. Para além disso é uma planta suspensa, que adora suportes em macramê.