Vamos conhecer um pouco da biografia da Monstera deliciosa. Não tanto da tão célebre Monstera como planta de interior que conhecemos em vaso, mas da Monstera que vive naturalmente em densas florestas tropicais da América Central, pelo sul do México, a Guatemala e partes da Costa Rica e do Panamá.


 

É aí que é feliz a trepar com as suas folhas fenestradas por longos troncos de árvores centenárias em busca de luz, largando longas raízes aéreas pelo caminho. Foi trazida para a europa por vários botânicos exploradores na primeira metade do séc. XIX onde passou a ser cultivada e comercializada em vaso. A partir daí espalhou-se um pouco por todo o mundo como planta de interior. Sempre que o clima o permite ocorre como planta de exterior e naturalizou-se em muitas zonas tropicais e subtropicais do mundo até conquistar o estatuto de ícone das plantas de tropicais/de interior que hoje detém.

O seu nome científico, Monstera deliciosa, ao contrário da maioria dos nomes botânicos indecifráveis, dá-nos alguma indicação sobre a sua natureza. É uma planta única, com enormes folhas, monstruosas. Em habitats favoráveis, com muito espaço para crescer e com a quantidade de luz adequada, a Monstera deliciosa produz um fruto descrito por um sabor misto entre ananás e banana, delicioso, segundo afirma quem o provou. Assim o terá feito o botânico Frederik Michael Liebmann que a descreveu pela primeira vez em 1840 e a batizou de Monstera deliciosa.

Infelizmente as Monsteras envasadas e mantidas no interior dificilmente frutificam. Seria com certeza um momento memorável podermos partilhar tamanha colheita diretamente na nossa sala num jantar de amigos!

Embora o seu nome remeta para as suas folhas e frutos, as suas longas raízes aéreas não são menos importantes na relação que o homem estabeleceu ao longo de séculos com esta planta no seu ambiente natural. Sabe-se que estas verdadeiras lianas são utilizadas como fibra natural desde período pré-hispânico. Foram utilizadas pelos povos da região do Golfo do México como importante matéria-prima para tecer cordas e produzir artigos de cestaria, como canastas e tapetes.

Foto via @royce.interiors

É assim que a nossa Mona, a Monstera deliciosa, também conhecida por costela-de-adão, tem no seu currículo experiências que vão muito para além dos benefícios que lhe reconhecemos como planta de interior. Tenhamos assim ainda mais respeito por esta verdadeira senhora, que serve generosamente o ser humano há séculos, muito antes de se tornar uma estrela de tantos cantos instagramáveis.

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